A conquista das Missões

 

Henrique Pereira Lima

 

Ao declínio das Missões no século XVII, seguiu-se o movimento militar que culminou na conquista do território dos Sete Povos (1801) para os portugueses.

Com a confirmação de posse pelo Tratado de Badajós (1801), o território começou a ser visitado por militares luso-brasileiros e anexado ao contexto português. Dessa condição decorre a expedição de Atanagildo Pinto Martins (1816), o qual inaugurou na região de Palmeira o ciclo do tropeirosmo (pois abriu uma estrada tropeira), e a fixação de luso brasileiros na região como estancieiros e sesmeiros.

Tem início, deste modo, a divisão do território entre autoridades militares, desconsiderando totalmente a situação das populações pobres que perambulavam pela região, sobrevivendo sobretudo, da exploração dos ervais nativos.

OBS: neste momento, as grandes propriedades se concentravam na região de campo que se prestava à pecuária. As áreas florestais foram deixadas de lado, tornando-se o espaço das populações pobres – extrativistas. Os conflitos “campo-mato” ocorrem depois da Lei de Terras (1850) e vão até o século XX (Revolução de 1923).

 

A formação do núcleo urbano de Palmeira:

 

Em 1809, a Província de São Pedro foi dividida em 4 municípios: Porto Alegre, Rio Grande, Santo Antônio da Patrulha e Rio Pardo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

As informações sobre a região de Palmeira das Missões no princípio do século XIX são escassas. Diluem-se na esfera administrativa de Rio Pardo e, mais tarde, de Cruz Alta, quando da criação deste município em 1832 e do qual fora distrito até 1874.

Assim, o território palmeirense surge no contexto político-administrativo do Planalto Rio-Grandense apenas com a criação da Vila do Espírito Santo da Cruz Alta. Em 1834, Palmeira em relação à Cruz Alta, era o "5º Distrito – Erval da Palmeira – [que] limitava-se ao Sul com a divisa norte do 1º distrito [Sede Municipal] ou seja, o Arroio dos Porongos [atual Caxambu]; ao Oeste pelo Rio Ijuí Grande; à Leste com o Rio Jacuí e ao Norte com o “Sertão dos Bosques Montanhosos do Rio Uruguai ” (CAVALARI, 2004, p. 100 apud CAETANO, 2012, p. 157).

 

 

REFERÊNCIAS:

CAETANO, Jéssica Nene. A influência cultural portuguesa na reorganização do espaço da microrregião geográfica de Cruz Alta. Dissertação de Mestrado (UFSM). Disponível em:<http://w3.ufsm.br/ppggeo/files/dissertacoes_2012/Jessica_Nene_Caetano.pdf>. Acesso em maio de 2018.

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