Galeria de troféus do Carijo da Canção Gaúcha

 

Premiação Fase Local:

Esta fase do Festival busca valorizar os compositores, intérpretes e instrumentistas naturais do Município ou aqui radicados. Esta etapa compõe-se de 10 musicas selecionados no processo de triagem, sendo que destas, quatro obras escolhidas finalistas, sem ordem de classificação, passando à condição de finalíssimas e recebendo os troféus, Alvorino Carvalho, Jorge Deroci Soares, Luiz Presotto e Matheus Bitencourt:

 

Troféu Jorge Deoraci Soares

Professor, agricultor, repentista, chuleador, letrista e também poeta com publicações. Pioneiro no 1º Carijo com a letra, em parceria com Luiz Presotto, da música classificada “canção do Carijo”, na interpretação de leila Orth e Grupo Semente da Terra.

 

Troféu Alvorino Carvalho (Avô Gaiteiro)

 Homenageado com a composição “Avô Gaiteiro”, 1º Lugar no 1º Carijo, que narra a saga e as lidas deste ilustre palmeirense, que foi barbeiro, bolicheiro e acima de tudo, gaiteiro.

 

“Velhito! Esta gaita

Há de ecoar pelo pampa

Enaltecendo a estampa

De quem na vida foi taita”

Música: Avô Gaiteiro

Letra: Angelino Rogério

Música: Angelino Rogério

Interprete: Aurélio Moraes e Grupo Gente da Terra

 

Troféu Matheus Bitencourt

Cidadão que faz parte da história e da tradição do nosso municipio. Empreendedor ativo e participante desde a 1ª edição do Carijo. Atuou no comércio e na função pública. Foi bolicheiro e cevador em muitas rondas de carijada.

 

Troféu Luiz Presoto

(em construção)

Premiação Fase Geral (Finalíssima):

Na Fase Geral do Carijo da Canção Gaúcha, poderão participar concorrentes de todo o Brasil e de países do Mercosul. Nesta etapa, são selecionadas dezoito composições pela triagem, das quais doze irão à final.

1º Lugar: Troféu Pé no Chão:

O Troféu Pé-no-Chão, busca reverenciar a participação do Rio Grande do Sul, mas, em especial, a participação de Palmeira das Missões, na Revolução Constitucionalista (ou Revolução Paulista), de 1932. Na ocasião, enquanto o estado de São Paulo levantava-se em armas contra o governo do Presidente Getúlio Dorneles Vargas, diferentes corporações, se ergueram em sua defesa e de seu governo.

No Rio Grande do Sul, a briosa Brigada Militar organizou diversos “Corpos Auxiliares” (um sistema já usado em ocasiões passadas), para prestar apoio às tropas Federais, em São Paulo.

 

Assim, ao dia 14 de julho de 1932, o Coronel Serafim de Moura Assis, [sob os auspicios do Coronel  Vazulmiro Dutra quem em 10 de julho de 32, ordenara, a organização urgente de esquadrões de 250 homens e seus oficiais] , já havia organizado um Corpo Auxiliar à Brigada Militar, “sem dificuldade nenhuma. Foi nos 6º distrito, (Guarita), 8º., (Fortaleza),e  e outros que ele arranjou aquela pléiade de heróis [...]” (Mendes, 1958, p. 11, 137), designado como 3º Corpo Auxiliar.

Prendia-nos à cinta, para não perdê-los,e  andavam todos descalços – pés-no-chão.” (Mendes, 1958, p. 46).

A brava conduta e as valentes ações dos “Pés-no-Chão” não passaram despercebidas no conflito.

Assim, quando do seu retorno à querência palmeirense, os Pés-no-Chão estavam retemperados de glória, tornando “[...] Palmeira, aterra dos homens mais valentes do Rio Grande [...]” (Ten. Coronel Argemiro Dias in Mendes (1958, p. 146)

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2º Lugar: Troféu Tarefeiro:

Tarefeiro, é o encarregado de diversas tarefas no processo produtivo da erva-mate. A expressão, contudo, não limita-se ao contexto do carijo, ou ao imaginário regionalista gaúcho.  É o trabalhador que, de forma autônoma, mas comumente, “contratado por empreitada”, encarrega-se de diversas etapas do fabrico da erva-mate, do corte, ao chancheamento (trituração dos ramos já secos).

 

A composição “Canção do Carijo” (letra de Deroci Soares e música de Luiz Presotto), no 1º Carijo da Canção Gaúcha, em 1986, nos dá a dimensão das atividades do tarefeiro: 

 

“Corta, corta, derruba no chão,

Quebra, quebra, aos golpes de mãos,

Seca, seca, cuidando o brasido,

Depois vai cancheando batendo o facão,

Soca, soca dentro do pilão,

Assim era feito pra todo o Rio Grande

O meu chimarrão”.

 

A boa erva-mate, dependia muito do conhecimento, do domínio do tarefeiro, sobre a “ciência” do carijo. Eram muitos, e ainda são vários os elementos que devem ser observados neste processo:

 A construção do carijo e a escolha da lenha,  a lua e sua influência, sobre as plantas, o tempo  intervalo entre um corte e outro da erveira,  o olhar sobre os galhos que são sapecados, sem queimar, a quebra adequada dos galhos mais espessos, formando feixes mais leves para o transporte,  que serão depositados, ou  no carijo, sob o qual, arde o fogo que aquece e seca, mas também, anima e ilumina as noites e os dias, os corações e as vidas, que se enchem de esperanças, a cada colheita, a cada carijada.

3º Lugar: Troféu Erva-Mate:

Em 1986, quando o Mozart Pereira Soares, escreveu que “o título [Carijo] nos parece além de expressivo, muito feliz para Palmeira das Missões, que é filha da erva-mate”, Texto de apresentação da Programação do 1ª Carijo da Canção Gaúcha), condensava os muitos significados do Festival e, da erva-mate, para Palmeira das Missões.

A região banhada pelos rios Paraná, Uruguai e Paraguai, corresponde a uma extensa área ervateira, na qual, o trabalho iniciado nas Missões Jesuíticas, alimentou, por séculos, um rico comércio, fomentando um padrão econômico e cultural singular. Desde o século XVIII, de modo especial à região de Palmeira das Missões, seus ervais são conhecidos e explorados, tendo assim, alimentado aquele comércio.

No século XIX, quando a Vila de Palmeira compunha o 5º Distrito der Cruz Alta (1834), o interesse pela erva mate, apenas cresceu. Cresceu aponto de a posse das terras e o direito à exploração dos ervais públicos tornarem-se tema de disputas levadas ao conhecimento de D. Pedro II, Imperador do Brasil.

No final do século XIX, quando a vila tornou-se município, sob a evocação de Villa de Santo Antônio da Palmeira (1874), o Código de Posturas Municipais (1875) que regulamentava todo o processo produtivo da erva-mate, da colheita ao seu comércio e previa, além de multa, a reclusão de 30 dias para aqueles que, por qualquer motivo, derrubassem uma erveira.

Nesse contexto a erva mate converte-se em um ponto de convergência, para a história, a cultural a sociedade e economia palmeirense. Consiste no sistema produtivo mais longevo desta terra. É através desta cultura, que do mato à cuia, passa pela história e pela memória local, que Palmeira das Missões tem encontrado subsídios para a consolidação de sua identidade.

Responsável por significativo desenvolvimento local, a produção e a qualidade da erva mate local conquistou fama nacional. Ainda que o município não seja mais o maior produtor, ainda detém grande carisma, graças a sua qualidade que hoje, ganha o mundo.

É no chimarrão que Palmeira das Missões, bem como todo o Rio Grande do Sul, desde a época jesuítica, encontra algumas de suas raízes mais representativas, mesclando histórias, etnias e saberes, talvez, resultando daí, o sabor do mate cevado com a erva desta querência. 

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Troféu  Chimarrão (Melhor composição sobre a temática da erva-mate)

 

 Troféu Sapecador (Melhor Instrumentista)

 

 Troféu Cancheador (Melhor Arranjo Instrumental)

  

Troféu Soque de erva-Mate (Melhor arranjo Vocal)

  

Troféu Carijo (Melhor trabalho Poético)

 

Troféu Mozart Pereira Soares (Melhor Trabalho sobre a História de Palmeira das Missões)

 

Troféu Palmeira das Missões ( Melhor tema ecológico)

 

Troféu Cevadura (Melhor Intérprete)

 

Troféu Música mais popular (Troféu Rio Guarita)